Como se forma um Fossil?!

Quarta-feira, 3 de Junho de 2009

Pseudoicnofósseis

 

Os pseudoicnofósseis não são mais do que estruturas originadas por processos físicos e químicos durante e após a sedimentação das rochas, como é o caso das marcas de ondulação marítima, moldes de sais minerais ou a saída de gases do interior da Terra. Por serem tão semelhantes às pistas, escavações e perfurações de origem animal, podem ser facilmente confundidas com icnofósseis[1].
A classificação destas estruturas tem gerado grandes discussões entre diversos autores. No entanto alguns deles já demonstraram experimentalmente que estas estruturas sedimentares são de origem inorgânica. Karcz et al(1974) provaram que a acção dos fluidos sobre argilas, logo após a sua deposição, pode resultar em construções morfologicamente semelhantes a vários tipos de icnofósseis, principalmente aqueles originados em zonas marinhas de baixa altitude[2].   
O parque icnológico de Penha Garcia, para além de rico em icnofósseis, tem também alguns registos de pseudoicnofósseis (estruturas sedimentares de origem não biogénicas), como é o caso das marcas de ondulação que resultam do movimento das areias pela acção de corrente marítima em zonas de pouca profundidade, fendas de sinerése, formações estas devidas à saída de água salgada contida nos interstícios dos sedimentos e tempestitos, que representam a acção de fluxos turbulentos, bastante frequentes em tempestades que remexiam os sedimentos do fundo marinho, dispondo-os de forma diferente à inicial [3]

 


[1] CARVALHO, Ismar de Souza – “Paleontologia”. Rio de Janeiro: Editora interciência, 2000. ISBN: 85-7193-041-4. P. 97
[2] CARVALHO, Izmar de Souza, et alPseudoicnofósseis em rochas da Baía Pré-Cambrica de São João del Rei (Minas Gerais). Anais da Academia Brasileira de Ciências. Vol. 67, nº3, 1995 (p.301).
[3] In: “http://www.naturtejo.com/ficheiros/conteudos/1224855037Folheto_final.pdf”, consultado a 13 de Abril de 2009
Publicado por Inês e Joana às 15:00
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos

Os Olhos das Trilobites

 

As trilobites foram dos primeiros seres a desenvolver vários apêndices locomotores e olhos complexos.[1] A maioria das Trilobites era dotada de um par de olhos complexos, bastante eficientes que lhes permitia uma visão excepcional tendo em conta os outros seres vivos existentes na altura.[2] O privilégio de terem uma visão mais apurada, fazia com que avistassem possíveis predadores e mais rapidamente se protegessem de eventuais ataques[3].  
            De acordo com a espécie a que pertenciam, as trilobites tinham diversos tipos de olhos, existiam inclusive espécies, que por viverem nos fundos oceânicos onde não existia luminosidade, não tinham olhos.
            Embora as diferentes trilobites tivessem diversos tipos de olhos, estes eram constituídos pelos mesmos componentes, apenas estavam dispostos em posições diferentes e existiam em diferentes quantidades. Outro dado interessante, é que são esses mesmos tecidos que constituem os olhos dos mamíferos actuais, nos quais, se inserem os seres humanos[4]. Dito isto podemos enumerar alguns desses constituintes comuns tais como a esclera, a córnea, e as lentes focais[5].   



[1] In: “http://www.trilobites.info/eyes.htm”, consultado a 12 de Maio de 2009
[2] Idem
[3] Ibidem
[4] In: “http://www.webartigos.com/articles/9314/1/a-morfologia-dos-trilobitas-e-suas-correlacoes-paleoecologicas/pagina1.html”, consultado a 16 de Maio de 2009
[5] In: “http://www.trilobites.info/eyes.htm”, consultado a 12 de Maio de 2009
Publicado por Inês e Joana às 14:55
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos
Terça-feira, 12 de Maio de 2009

Vantagens dos Icnofósseis sobre os fósseis em geral:

·     Os primeiros ocorrem sempre in situ, isto é, ocorrem enquanto os organismos estão vivos e interagem com o meio ambiente no próprio local, ao contrário dos fósseis corporais que podem ocorrer em locais diferentes daqueles onde o ser vivia;

·      Aparecem com mais frequência em rochas nas quais os fósseis corporais são menos comuns (arenitos e siltitos);

·       Sofrem um aumento da visibilidade aquando da diagenese, enquanto que os restantes fósseis sofrem destruição de alguns dos seus detalhes.

 
DENTZIEN-DIAS, Paula C.; SCHULTZ, Cezar Leandro — Icnofósseis de vertebrados: Importância e Aplicações. In Semana Académica dos Alunos de Pós-Graduação em Geociencias, Porto Alegre. 2006. (39p)
Publicado por Inês e Joana às 15:07
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos
Quinta-feira, 26 de Março de 2009

IV Congresso de GeoCientistas... Tambèm na Reconquista

Publicado por Inês e Joana às 19:18
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos

Jornal ESALpicos – IV Congresso de Jovens Geocientistas

Publicado por Inês e Joana às 19:08
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos

Alimentação das Trilobites

 

Sabendo que as Cruziana são um tipo específico de icnófosseis, e que correspondem às impressões dos apêndices locomotores deixadas no acto de obtenção de alimento, resta-nos saber como realmente se alimentavam as trilobites.

 

 

Regressemos ao passado e imaginemos uma trilobite a alimentar-se de matéria orgânica contida nos sedimentos, escavando e revolvendo, “lavrando” o substrato arenoso até atingir a interface deste com um nível argiloso de elevada plasticidade. A depressão gerada no nível argiloso por acção dos apêndices locomotores, à medida que o animal avança processando ao alimento, pôde ser preservada e realçada através de certos mecanismos de fossilização, dando origem às inúmeras marcas serpentiformes que hoje podemos contemplar nas imediações de Penha Garcia” (C. Neto de Carvalho, 2004)

 

 

Publicado por Inês e Joana às 18:12
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos
Quarta-feira, 25 de Março de 2009

Enquadramento Geológico de Penha Garcia

 

            Idanha-a-Nova é um dos concelhos do distrito de Castelo Branco. Situa-se no interior de Portugal, integrando a unidade geológica identificada como Maciço Hespérico. O concelho de Idanha-a-Nova é delimitado a sul pelo rio Tejo a Este pelo rio Erges. A Norte e a este encontram-se os concelhos de Penamacor, Fundão e Castelo Branco.
A metade sul do distrito de Castelo Branco integra-se numa superfície aplanada, desnivelada em dois compartimentos através da grande escarpa de falha do Ponsul, a qual põe em contacto o xisto e o granito no degrau superior e as arcoses presentes no degrau inferior. Tendo uma direcção aproximada de NE – SO, é possível considerar que terá resultado da orogenia alpina. Com uma rejeição média que varia entre os 100 e os 200 m ela é claramente visível em Idanha-a-Nova e apresenta-se enquadrada por duas cristas quartzíticas, a de Perdigão e a de Penha Garcia
Os quartzitos, que formam cristas com dois a três quilómetros de largura e com um diferencial de 100 a 400 m, em relação à plataforma de xistos, prolongam-se, por vezes, durante dezenas de quilómetros. A sua formação decorreu desde acerca de 600-650 Milhões de anos.
Publicado por Inês e Joana às 14:18
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos
Quinta-feira, 19 de Março de 2009

IV Congresso de Jovens GeoCientistas

       No passado dia 12 tivemos o prazer de participar no IV Congresso de Jovens GeoCientistas na Universidade de Coimbra, organizado pelo "Departamento de Ciências da Terra" desta mesma Universidade.

        Ao longo de todo o dia, vários grupos do 2º , 3º ciclo e Secundário, apresentaram os seus projectos que haviam sido desenvolvidos ao logo dos últimos meses. Para além das apresentações tivemos oportunidade de apreciar os vários Posters que cada grupo fez alusivo aos respectivos trabalhos.

        Foi uma experiência bastante enriquecedora não só pelas diversas apresentações dos mais variados temas, mas também pela experiência e oportunidade de estarmos perante uma plateia imensa.

Publicado por Inês e Joana às 21:19
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos

Rusophycus

 

                Quando descemos do castelo de Penha Garcia pelo trilho que nos leva até ao leito do rio Ponsul, podemos observar de perto o grande número de icnofósseis presentes no parque Icnológico.
                Nas cristas quartzíticas de Penha Garcia, para além das Cruziana, marcas que registam a alimentação das trilobites, podem também ser avistados indícios do repouso destes seres: Rusophycus.
                Rusophycus tem a forma de um grão de café e com lobos geralmente cobertos de estrias, provocados pelos cerca de treze pares de patas.
 

 

Publicado por Inês e Joana às 21:08
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Algumas Fotografias...

Publicado por Inês e Joana às 11:10
Link do post | Comentar | Vdicionar aos favoritos

Mais sobre nós

Pesquisar neste blog

 

Junho 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30


Posts recentes

Pseudoicnofósseis

Os Olhos das Trilobites

Vantagens dos Icnofósseis...

IV Congresso de GeoCienti...

Jornal ESALpicos – IV Con...

Alimentação das Trilobite...

Enquadramento Geológico d...

IV Congresso de Jovens Ge...

Rusophycus

Algumas Fotografias...

Arquivos

Junho 2009

Maio 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008